Entenda quanto comprometer da renda sem se endividar com empréstimos consignados

Se você está com o crédito no vermelho ou ainda gostaria de realizar um sonho, sabe que uma das primeiras coisas é se planejar financeiramente para isso. Visto que a dificuldade financeira é um fator muito comum na vida de grande parte dos brasileiros, o empréstimo pessoal se torna uma alternativa interessante.

Ainda assim, esse tipo de ação é sempre uma das últimas alternativas que deve ser considerada, afinal, se trata de uma operação financeira de custos elevados. No entanto, para quem têm acesso ao empréstimo consignado, há motivos para comemorar.

O empréstimo consignado é responsável pelas menores taxas de crédito pessoal do mercado. Isso se deve exatamente ao fato de que as instituições consignatárias possuem garantias do pagamento das parcelas. Afinal, o desconto é feito diretamente da folha de pagamento, reduzindo os riscos de inadimplência.

No entanto, o comprometimento da renda é um fator que deve ter um peso considerável. Isso porque esse aspecto interfere diretamente nas outras despesas. Pensando nisso, como definir quanto comprometer da renda sem se endividar? Responderemos essa pergunta nas próximas seções do texto.

Continue sua leitura para entender mais sobre essa e demais questões pertinentes ao assunto. Acompanhe!

Quanto comprometer da renda sem se endividar com empréstimo?

Empréstimos demandam um certo planejamento para que todas as questões envolvidas sejam esclarecidas da melhor forma possível. Ou seja, os consumidores precisam ter em mente alguns fatores que vão determinar o sucesso da sua saúde financeira durante o empréstimo.

Em se tratando de empréstimo consignado, muitas vantagens são de fato oferecidas para os clientes. Pensando nisso, traremos algumas dicas essenciais para te ajudar a manter o seu orçamento em controle. Dessa forma, evitar gastar mais do que se pode ganhar é fundamental para isso.

Basicamente, saber quanto comprometer da renda sem se endividar, depende dos seguintes aspectos: valor necessário, taxa de juros e o valor das parcelas. Abaixo vamos explicar para você algumas informações sobre esses temas. Veja!

Valor necessário

Esse é o item que não deve ser deixado de lado quando o assunto é planejamento. Sabemos que as pessoas possuem dificuldade na hora de se organizarem. Além disso, outro fator agravante passa pela situação emergencial que geralmente está por trás dos empréstimos.

Com a pressa e a preocupação, muitas vezes deixamos de lado os cálculos que são necessários para se chegar ao valor ideal. Portanto, é fundamental ressaltar que encontrar o valor necessário para atender a sua demanda é um passo indispensável.

Faça uma análise das suas despesas e coloque na ponta do lápis todos os seus débitos. Caso pretenda investir, examine antecipadamente o quando precisará dispor de dinheiro. Dessa forma, será mais fácil escolher o empréstimo que atenda efetivamente às suas necessidades reais.

Taxa de juros

O empréstimo consignado é famoso por suas vantagens e facilidades. A taxa de juros é uma das principais neste aspecto. Estipulada por lei, os valores que compõem o custo efetivo total da negociação financeira não deve ser superior a 2,08% para beneficiários do INSS, por exemplo.

Dessa forma, o empréstimo consignado por ser visto como o mais barato do mercado, afinal, as suas taxas correspondem valores que chegam a mais de 200% de desconto em relação às linhas tradicionais de crédito pessoal.

Valor das parcelas

Outro ponto muito característico do empréstimo consignado passa pelo valor das parcelas. Nessa linha de crédito, existe um limite estipulado para que seja efetuado o pagamento das despesas com os empréstimos.

Visto que o crédito consignado é descontado diretamente da folha de pagamento dos consumidores, os mesmos não terão acesso ao dinheiro. Dessa forma, as despesas mensais não podem ser atrasadas ou deixadas de serem pagas.

Na verdade essa é uma contrapartida em função das baixas taxas de juros. Afinal, as instituições consignatárias possuem baixo risco de inadimplência devido a garantia do desconto das parcelas do empréstimo.

Portanto, uma das regras sobre o empréstimo consignado é estabelecer o quanto comprometer da renda sem se endividar. Ou seja, deve ser respeitado o limite da margem consignável que atualmente é de 35%. Assim, o consumidor só poderá gastar no máximo 35% da sua renda líquida com empréstimos.

Como funciona o cálculo da margem consignável?

Calcular a sua margem consignável é uma forma efetiva de saber o quanto comprometer da renda sem se endividar. Como falamos anteriormente, o máximo que se pode custear de despesas com o empréstimo consignado é 35% do salário líquido.

Deste percentual, 30% é destinado para custear exclusivamente as despesas relacionadas ao empréstimo. Os 5% restantes são usados para fazer o pagamento das parcelas do cartão de crédito consignado.

Então, para encontrar o seu valor é preciso, em primeiro lugar, encontrar qual o valor líquido do seu salário ou benefício do INSS. Vamos supor o seguinte exemplo neste texto:

Salário líquido: R$ 1.450,00
Margem consignável empréstimo = 1450 x 0,3 = R$ 435,00

Margem consignável cartão de crédito = 1450 x 0,05 = R$ 72,50

Com isso, temos que o consumidor poderá utilizar até R$ 435,00 da sua renda mensal para pagar parcelas de algum empréstimo consignável que tenha adquirido. Por outro lado, poderá amortizar as faturas de seu cartão de crédito no valor máximo de R$ 72,50.

Número máximo de contratos

Como o empréstimo consignado permite até 9 contratos simultâneos, desde que haja margem disponível, o cliente poderá contratá-los até o limite de contratos ou atingir a margem.

Ou seja, se o pagamento mensal de um empréstimo específico possui parcelas de R$ 250,00, significa que o consumidor poderá solicitar um ou mais empréstimo até totalizar R$ 185,00.

Com isso, a somatória de todos os empréstimos ativos seria de R$ 435,00 — conforme caso explicado no exemplo fictício que trouxemos acima.

Ajustar comprometimento da renda com consignado

Portanto, como falamos no início do texto, é fundamental saber quanto comprometer da renda sem se endividar. Os empréstimos com uso consciente e adequado são bem vindos e muito úteis em diversas situações. Mas, é preciso ter muito cuidado para que ele não se torne um grande vilão.

Ainda ficou alguma dúvida em relação a quanto comprometer da renda sem se endividar com empréstimo? Tem alguma experiência nesse ramo e gostaria de compartilhar a sua visão sobre o assunto? Então, compartilhe conosco o seu comentário nesta publicação.