Margem consignável negativa: é possível fazer empréstimo consignado

Ao pensarmos sobre o empréstimo consignado, é bem comum ouvirmos sobre a margem consignável, margem consignável negativa e outros termos relacionados. No entanto, poucas pessoas sabem exatamente o que é e como funciona esse processo.

Quando há necessidades de um dinheiro extra, recorrer a empréstimos em bancos e financeiras pode ser uma ótima opção. Na modalidade de crédito consignado, o pagamento é efetuado em parcelas mensais com excelentes condições de pagamento.

O desconto dessas parcelas vem automaticamente na conta corrente em que se recebe o salário ou diretamente em folha. No entanto, para ter esse empréstimo liberado, é necessário possuir uma margem consignável.

Dependendo da situação, se houver uma margem consignável negativa, o procedimento pode ser comprometido. Abaixo seguem algumas definições, critérios e parâmetros que irão esclarecer um pouco mais a questão da margem consignável e negativa do consumidor.

Quer ficar por dentro do assunto? Então, continue a leitura do nosso texto e descubra agora mesmo!

O que é margem consignável?

As parcelas do empréstimo que são descontadas mensalmente têm um determinado valor máximo que se pode comprometer do salário. Essa é a margem consignável, que gira em torno de 30% da renda mensal do trabalhador.

Ao contrário do que muitos pensam, seu cálculo não é feito sobre o valor líquido, e sim, sobre o dito vencimento permanente. Este é o salário base, bonificações fixas, valores extras por titularidade.

Esse limite, chamado de margem consignável, foi determinado para garantir que não houvesse um comprometimento negativo no orçamento do trabalhador. Sendo que, em certos casos, a quantia mensal descontada poderia afetar os gastos essenciais do indivíduo.

Como é feito o cálculo da margem consignável?

O percentual limite da margem pode ser variável de instituição para instituição. Contudo, se uma pessoa quiser saber qual a sua margem, deverá multiplicar o valor do salário por 0,3.

Um exemplo mais claro: suponhamos que o valor do salário seja de R$ 2.200. Esse valor deve ser multiplicado por 0,3 (2.200 x 0,3 = 660). O valor encontrado é exatamente a margem consignável, ou seja, o valor máximo da parcela que poderá ser descontada do empréstimo.

Caso o valor da parcela seja superior a esse limite, se dá o que chamamos de margem negativa para consignação. Esse é o verdadeiro terror para quem realmente está necessitando do empréstimo.

O que significa realmente a margem consignável negativa?

Margem consignável negativa: Na solicitação do empréstimo consignado em geral, quando se tem uma margem negativa, significa que sua capacidade de pagamento das parcelas está comprometida.

Normalmente os descontos regulamentados em lei, tais como pensão alimentícia, previdência e plano de saúde etc, acabam reduzindo a margem regular liberada pelo órgão pagador.

Essa situação é ruim por diversas motivos, pois ela dificulta o processo de pedido de empréstimo e traz uma série de outros problemas financeiros. Dentre estes, podemos citar a negação da portabilidade de dívidas, o cancelamento de certas operações financeiras, valor menor liberado em refinanciamentos.

Mas existem formas que possibilitam a liberação do empréstimo consignável mesmo com a margem consignável negativa. Assim, pode-se driblar o “não” e transformá-lo em “sim” de maneira inteligente e bem sucedida. Confira.

É possível obter empréstimo consignado com margem negativa?

O primeiro passo nesses casos é buscar a estabilidade financeira antes de recorrer a um empréstimo, seja de que modalidade for. É importante prestar atenção nos gastos mensais e no quanto o desconto das parcelas poderá influenciar nas necessidades consideradas básicas.

Mas, se realmente houver a necessidade do dinheiro extra, sendo a margem consignável negativa, há de se recorrer a duas opções. A solução está no refinanciamento e na portabilidade da dívida, que surgem como meio alternativo de sanar o problema.

Vamos dar um exemplo de como acontece o cálculo do refinanciamento e da portabilidade da dívida. Assim, demonstraremos mais claramente como todo o processo pode acontecer efetivamente.

Entenda como funciona o cálculo 

O Sr. X, possui uma dívida no qual a prestação é de R$ 450,00 com a instituição financeira Y. Sua margem ficou negativa em R$50,00. No entanto, ele já tem metade do montante total do empréstimo quitado.

O saldo devedor do Sr. X é de R$ 5.000,00. Vamos supor que ele opte por refinanciar a parcela e, com isso, a instituição liberasse R$ 10.000,00. No entanto, o cliente ainda tem o saldo devedor de R$ 5.000,00.

O cálculo a ser feito é o seguinte: R$ 10.000,00 – R$ 5.000,00 = R$ 5.000,00. Esse é o valor final que poderá ser liberado para o Sr. X. Isso aconteceria se ele não estivesse com a margem consignável negativada.

Sem esquecer do valor de R$ 50,00, podemos calcular da seguinte maneira: R$ 450,00 (parcela da dívida) – R$ 50,00 (valor da margem negativa) = R$ 400,00 (valor total liberado para a parcela).

Com a nova parcela o valor liberado será de R$ 9.000,00. Contudo, ainda existe o saldo devedor de R$ 5.000,00. Portanto, o valor total liberado após o desconto da margem negativa é de R$ 4.000,00 (R$ 9.000,00 – R$ 5.000,00).

Dessa maneira, podemos dizer que é possível sim fazer um empréstimo consignado mesmo com a margem negativa. Lembrando que todos esses valores são fictícios e não condizem com a realidade das operações financeiras. Serve apenas como exemplo.

Depois da leitura, se ainda houver restado algum questionamento a respeito da margem negativa, não se preocupe. Entre em contato conosco e deixe a sua mensagem que vamos sanar suas dúvidas e ajuda-lo conseguir a melhor proposta de consignado.